Pantera Negra, #BlackLivesMatter, #OscarSoWhite, esses são alguns dos termos que ficaram em evidência nos últimos anos quando se fala em projeção da população negra. Em sua maioria os temas são ligados à cultura pop, braço da indústria cultural que aprendeu a atender demandas de pessoas que não se sentem representadas nos outros produtos, mas e na política e espaços de decisão, como anda essa representatividade? É através dessa pergunta que o Coletivo Rosa Zumbi propõe no sábado, 24, o debate “Vamos de preto – por mais negros e negras na política”. O evento acontece das 15h às 17h no Caua da Ufam.

A mediadora do papo, Priscila Carvalho, destaca que debater é fundamental: “Favorece na medida que faz a gente compreender melhor a inserção nos espaços de privilégio. De se perceber como população negra nesse processo, além disso, entender que a desigualdade social é muito interligada à desigualdade racial no Brasil”. A assistente social pontua ainda que estatisticamente é possível apontar as desigualdades de representação com o recorte étnico no país.

Uma das convidadas para compor a mesa de debate, Michelle Andrews, também destaca o viés estatístico: “Segundo o IBGE pelo menos 54% da população brasileira se declara como negra ou parda. E é um indicador que nos assusta em como essa população não está representada no exercício dos seus direitos civis”.

Segundo o coletivo organizador, o “Vamos de Preto” é um debate sobre como equilibrar essa representação, saindo de índices estatisticamente irrelevantes para uma representação efetiva que seja equivalente na porcentagem de cadeiras no congresso, por exemplo. “O ‘Vamos de preto’ é um evento que mostra que nesses espaços de decisão política é preciso equilibrar essa representação. Esses espaços eu falo que são fóruns, poder Legislativo, diretorias de empresa, no setor público em geral”, reflete Michelle.

 

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